Lei do silêncio

Frequentemente fala-se do silêncio como um dos meios, através do qual o ser pode estabelecer ligação com o seu fluido. O silêncio é muitas vezes apresentado como um meio, uma característica indispensável para que o indivíduo penetre nos seus momentos internos e entre em contato com o seu fluido e, isto muitas vezes é colocado de uma forma material, o que leva as pessoas a confundirem este silêncio do que se fala, com reflexos deste verdadeiro silêncio nos níveis materiais, levam muitas vezes a confundir o silêncio, o único silêncio, com o silêncio acústico, o silêncio visual, mental e etc. Frequentemente é necessário restabelecer a ordem das coisas, a colocar cada característica, cada categoria no seu devido lugar, de forma que não subverta o material e o espiritual. Que cada coisa possa fluir e interagir dentro dos padrões determinados para aquele ciclo. No momento, quando se faz o silêncio, faz-se também a lei do silêncio. Com a lei, qual o ser deve aderir para poder avançar na senda que o colocará em contato com a sua origem, com o seu destino cósmico.

Nessa harmonia espiritual, mas também psicologicamente, é impossível o indivíduo abrir a lei do silêncio, sem ter contatado de que o silêncio está a tratar, ou seja, se ele teria encontrado o ponto para onde estes Instrutores apontam quando fazem o silêncio.Quando se diz que o silêncio é um requisito indispensável, normalmente, está-se fazendo uma referência a meios que não sensualizem, mas são meios que permitem que o verdadeiro silêncio se instale. Quando se diz que é necessário que ele entre em silêncio acústico, em silêncio visual, que ele encontre e estabeleça silêncio mental, quando se diz que é necessária que ele estabeleça em si mesmo pensamento emocional, toda esta forma de silêncio, o silêncio acústico, os silêncios visual e mental, não são nada mais do que reflexos do verdadeiro silêncio, cuja origem não é humana. Quando se fala em silêncio acústico, por exemplo, está-se apontar um meio material de permitir que o verdadeiro silêncio gradualmente se instale.

Na consciência dessa superfície do ser e ao longo da ponte que liga essa consciência externa aos níveis profundos, ou seja, o silêncio cósmico jamais se instala no homem, jamais se instala na alma inclusive, porque a alma e a Ômega são o silêncio cósmico. E aqui que nós conseguimos estabelecer as corretas relações.

Quando se diz, procurem o silêncio, se o indivíduo vai evitar em torno de si, por exemplo, o silêncio acústico, evitar ruídos desligando a televisão, fechando a janela e etc., para entrar num período de apaziguamento das suas forças constituídas, isso é dito, mas não julguem que pelo fato do silêncio acústico ter se instalado, se instalou também o silêncio espiritual. Na nossa consciência, o silêncio acústico é um dos processos, um dos meios, um dos facilitadores para que a consciência venha a entrar em contato com o silêncio interno, que sempre esteve no centro do nosso Ser, que sempre esteve no espírito, que a característica principal, digamos na atmosfera do tempo interior, jamais desaparece, jamais aparece.

Neste sentido, nós somos seres profundamente silenciosos, nós somos seres dos qual um dos pilares da nossa vida interna é justamente o silêncio, não é um silêncio material, simplesmente é o silêncio do espírito.

Então, quando se fala na lei do silêncio e quando esse ser é convidado tanto internamente como externamente a aprofundar o silêncio, deveria primeiro estabelecer em princípio que ele é um ser profundamente silencioso, que ele é um ser da natureza.A natureza do indivíduo que busca o silêncio é uma natureza silenciosa, e algo paradoxal, porque o que ele vai buscar realmente é criar situações que não impeçam que o seu silêncio interno se manifeste na sua consciência, no seu Ser.Então, a busca do silêncio não é rigorosamente a busca dos silêncios, acústico, visual mental e emocional. A busca do silêncio é algo muito mais profundo, que consiste encontrar o que somos.

Como Ômegas, como manifestações de Deus no seio da criação, nós somos profundamente, hermeticamente seleções e o oposto do silêncio, aquilo que se pode chamar ruído, não é rigorosamente apenas o ruído acústico. São todas as venerações, são todas as seleções dos nossos veículos constituídos daquilo que constitui nossa personalidade, daquilo que constitui a nossa vida infra-lunática, infra-anímica, nós somos seres que oscilam os nossos veículos, tem vida padronizada, uma vida de variações de frequência e continuamente acontecem ruídos.

O que acontece durante os estados contemplativos, é por que o indivíduo utiliza meios como o silêncio acústico, o silêncio visual, que em alguns casos se traduz por fechar os olhos perante a contemplação durante a quietude. Fechar os olhos e gerar certo silêncio visual ou não produzir ruído externo, é gerar assim um certo silêncio acústico, faz com que, pelo vazio gerado nos veículos a verificar a natureza do indivíduo possa alcançar e manifestar-se, ou seja, faz com que deve estar destruído com aquilo que não é, e passa a concentrar-se rigorosamente com aquilo que ele é, ao invés das coisas das noções que é o silêncio.

Neste sentido, uma das bases da meditação, é a noção de que o silêncio está no Universo como um substrato, o Universo é profundamente silencioso e quando nós gradualmente vamos submetendo á vida interna do Universo, nós vamos encontrando o silêncio.

Neste sentido, um ser que encontrou o seu silêncio original, o seu silêncio etérico, o seu silêncio de raiz, nesse sentido, há um momento em que não importa que haja ou deixe de haver silêncio acústico, para ele estar continuamente em silêncio. Não importa se há ou não silêncio visual para ele estar em profundo silêncio. Não importa se há ou não silêncio mental, para ele estar completamente em quietude interna. Não importa se ele está ou não passando pelo um momento mais ou menos efetivo, para na sua consciência jamais ter de abandonar o seio do silêncio.

Nós julgamos que o silêncio que vamos construir fora de nós, digamos a chance da consciência, nós elaboramos o silêncio à nossa volta até o momento em que nós começamos a perceber também emocionais e materiais, nós começamos a perceber que aquilo que acontece quando nós estamos em silêncio, é uma chance do nosso reconhecimento, da nossa identidade silenciosa, da nossa vida de silêncio, da nossa existência cósmica. Este silêncio nas outras coisas é silêncio.

É nessa fase mais madura da consciência, que nós começamos a procurar esse silêncio, começamos a viver em função desse silêncio nuclear no centro da nossa consciência e começamos gradualmente a depender menos dos silêncios materiais, ou seja, do silêncio acústico, dos silêncios sensorial e mental. Com isto, dá-se a libertação de exercícios, da libertação relacionada à ioga e de atitudes preestabelecidas, porque o que acontece contigo, é tirar o ruído do ar, é o mesmo que tirar todas as pessoas que estejam uma festa em volta, quer que estejam num templo ou na floresta irás estar sempre em contato com esse silêncio cósmico.

Muitas vezes quando se inicia, por exemplo, um trabalho grupal, todos nós queremos modificar esse silêncio, mas normalmente não há esse silêncio espiritual ali presente. O que existe, é um silêncio acústico, o que existe é um silêncio mental e visual. Isso é bom, isso ajuda a compreender inclusive que o verdadeiro silêncio não é nada disto. É por vezes que existe uma indicação de contrariar essa busca um pouco material de exercer sobre nós mesmos à força, os silêncios acústicos e outros.

Existe uma indicação de contrariar isso, para que o indivíduo reconheça primeiro a natureza daquilo que está em busca, para que ele veja realmente o que ele está em busca, o que está procurando, para que ele perceba que aquele silêncio onde ele vai entrar, que é de natureza profunda, não é para ser construído, que ele perceba que esse silêncio onde ele vai entrar, simplesmente não depende dos silêncios externos.É importante manter presença nessa consciência, de que o verdadeiro silêncio é algo na maior parte dos casos, remoto para a consciência de um indivíduo, é algo que tem dificuldade em se imprimir, justamente por que o indivíduo não tem silêncio externo, não tem uma disciplina de constatação, não tem uma atitude suficientemente humilde perante o seu ser interno, para que esse silêncio central interno venha à tona, venha à superfície da consciência.

Certos Instrutores nos apontam continuamente a necessidade de uma vida réptil, de método, idiossincrasia para manter á distância aqueles fatores, aquelas do meio ambiente que rigorosamente estimula o nosso ruído. Toda esta dedicação no sentido que a pessoa procure situações materialmente silenciosas, e nesses estágios, nós somos realmente levados. Espera-se pela graça Divina, passar algum tempo fora de confusão, fora de situações ruidosas e agressivas.

O indivíduo pode passar quinze dias na montanha ou quinze dias junto ao mar, onde os seus veículos vão ser premiados também por essa profunda reverência que constitui o élan da natureza. Então, é ali que se entrega essa aura natural dos seus corpos externos, físico, emocional e mental estão sendo premiados pelo silêncio material, pelo silêncio mental e por uma certa distinção emocional, que é profundamente benéfica.Esta entre outras, esta é uma das funções do retiro espiritual, é o indivíduo ir ao encontro de uma situação que autorize os seus veículos em função do que ele já é. Os veículos não se vão transformar em função de algo que é ditado exteriormente, mas a plasticidade dos seus corpos, a ductilidade espiritual dos seus corpos, a resposta dos seus corpos, a opção do espírito é aumentada por estar presente numa situação materialmente afim com a sua essência.

Esta afinidade que existe, por exemplo, entre a natureza e a floresta, o litoral, as ilhas, é esta afinidade que existe entre a natureza e a nossa essência que vão distinguir os corpos, mas depois, quem imprime o seu verdadeiro silêncio, não é a natureza, não é uma bela paisagem, não é uma música que invoque o silêncio. O que imprime o ser do silêncio, é o próprio espírito, é a própria Ômega no seu plano cósmico, entre o sexto e o sétimo plano. É a própria Ômega que imprime o silêncio, porque só ela e rigorosamente no plano, nada mais detém o código do silêncio, detém a verdade do silêncio espiritual. Não há nenhuma situação que se possa armar externamente, como um templo, como uma igreja ou o retiro junto à natureza. Não há nenhuma situação, que por si mesmo possa imprimir na consciência o silêncio espiritual. O que existe são facilitadores, e ao deslocar-se para o retiro é mais um facilitador, faz com que os corpos ao contatarem aspectos da sua natureza que estão afins com a essência. Pode ser um movimento físico que em ressonância com o nosso movimento físico.

Então, se o nosso corpo físico entra em contato com aquele equilíbrio físico, é levado mais rapidamente a encontrar o seu próprio silêncio, é uma questão de ressonância. E por isso que o retiro, assim como o silêncio externo, é altamente indicado, mas assim que esse trabalho acontece, assim que essa situação se forma, vem o vazio, vem à oportunidade da verdadeira coisa, aquilo que ele realmente procura está lá, e o que ele procura não é paisagem, nestes casos não é solidão. Aquilo que ele procura é receber o selo, o código energético, a vibração chave, a frequência matriz desse momento do seu espírito, ele procura que reconheçam esse comando e respondam a esse comando e com isso, vem o verdadeiro silêncio espiritual.O silêncio espiritual é algo tão independente de situações materiais nos estados mais avançados do crescimento da consciência, é tão independente, que por vezes, o indivíduo nem sequer procura humildemente o seu silêncio interno, e por uma questão de graça, esse silêncio interno mexe e impõe-se. Sente-se arrebatado para um estado de recolhimento que lhe é imanente, que brota do interior dele, que ele não possa de forma alguma controlar isso, e com isso ele sente o chamamento do silêncio maior e pode inclusive sentir vibrações do silêncio, que é uma vibração de paz a que pertence à vibração de colibri, que pertence a vibração harmonia durante o silêncio que nós tivemos, durante os nossos períodos que nós instalamos apaziguamento de meditação.

Enquanto o silêncio acústico é um paliativo que tem uma função tonificante, tem uma função atenuante de conflitos interiores, de buscas, de desgastes e de certos bloqueios nos fluidos da energia e, em outros centros que compõem o microcosmo, enquanto o silêncio acústico, visual e etc., têm estas características de tonificador e de paliativo, o silêncio espiritual é completamente diferente. A sua potência, a sua manifestação, tem uma potência completamente diferente da potência do silêncio acústico, do silêncio do plano físico. Nesse sentido, o silêncio espiritual liberta onde o silêncio físico e material aponta o caminho do silêncio espiritual, o silêncio que vem do Ômega, liberta. Onde o silêncio físico tonifica os nervos, estabelece um apaziguamento no sistema nervoso, o silêncio espiritual cura o sistema nervoso, cura definitivamente certos módulos de resistência no sistema nervoso.

Enquanto o silêncio físico aponta probabilidades de transformação, o silêncio espiritual transforma e, o que é importante: o silêncio espiritual constrói. Quando ele mexe a tona da consciência, ele constrói o canal, limpa, colorífica, define, torna tenso no sentido de útil, de elástico. Apesar dos termos materiais, inadequados, torna tenso, útil o canal que liga a consciência a Ômega. Quanto ao silêncio físico, pode fazer com que o indivíduo se apaixone por um determinado local onde há esse silêncio físico e se torne como que dependente de um determinado local, de um determinado ambiente físico, como uma floresta, uma serra, uma ilha e etc. Enquanto o silêncio físico tem esta característica, o silêncio espiritual pode emergir no metropolitano, pode emergir quando o indivíduo entra no avião, quando o indivíduo está extremamente ativo numa grande cidade. A grande característica do silêncio espiritual é que ele firme os votos, lhe dê uma resposta aos votos do próprio indivíduo para com o seu espírito. Ele desvincula-os das qualidades externas desse ambiente externo e coloca-os em contato com a nossa origem e o nosso destino cósmico. Por isso, dizemos que o silêncio espiritual é profundamente libertador.

Nos primeiros estágios como nós vimos, o silêncio material e acústico sobrepõe-se ao silêncio espiritual e vice versa, porque o primeiro é facilitador do segundo. O primeiro é o que faz o convite para que o silêncio espiritual se manifeste, mas à medida que o ser avança, e não que haja uma dissociação de maneira nenhuma entre o silêncio físico e o silêncio espiritual, mas, há uma gradual dependência do indivíduo em relação a situações externas mais ou menos silenciosas fisicamente. Nesse sentido, o silêncio espiritual é um preservador do contato e quando o indivíduo entra em reconhecimento no silêncio interno, no silêncio que vive dentro dele, no silêncio que é a grande característica da sua paz, quando ele entra nessa realidade maior, ele apercebe-se de preservação do seu processo espiritual, que é trazida através desse relacionamento profundo. É como que o processo espiritual dele, as energias que circulam nos seus equipamentos, é como se essas energias, todas elas fossem tonificadas, regeneradas e preservadas. Então, nós estamos perante uma realidade muito ativa quando se fala em silêncio, bem como se fala em paz, são realidades muito ativas. O silêncio cura, regenera, constrói, liberta, colorífica, preserva, desvincula o indivíduo do ambiente, leva a síndroma do ambiente que veda o estado de consciência, de ausência de ruído que vem do Ômega. Nós estamos a sentir que ao longo desta gravação, a palavra silêncio está a aproximar-se da noção de vazio, da noção de esvaziamento, da noção de que, quando se entra nisto, todas as bagagens se tornam bagagens, todos os sistemas adquiridos, todas as coisas que o indivíduo adquiriu, tanto cultural, como espiritual, todas essas bagagens são percebidas como lastro, como peso. Este silêncio maior dissolve o apego, a tensão nervosa que nós temos em função da nossa própria bagagem, ele liberta.

Neste sentido também, pode-se perguntar por que se fala de lei do silêncio e o que é isso da lei do silêncio? O convite que é feito como já vimos, é de que o indivíduo não busque o silêncio sem perceber que ele vai ao encontro de uma coisa que já é dentro dele, ou seja, que o indivíduo tenha consciência que vai procurar uma essência e não uma existência, que ele está a elevar-se a algo que pertence ao luminoso, que pertence a algo infalível, incorruptível e sempre presente. É a realidade por ela, não é um fenômeno e, se ele toma consciência disto, já está insinuando contra grosseiras imitações do silêncio que podem levá-lo à estagnação.

Nesse momento, o indivíduo se desgasta com a consciência gradual deste silêncio maior, então ele compreende a lei do silêncio, ele compreende o Que o silêncio pode fazer pela evolução da humanidade, pela transformação do planeta, pela alteração real dos padrões vibratórios que contaminam o comportamento humano.

Quando ele está fazendo um trabalho espiritual, ciclicamente descem sobre ele vislumbres de sua tarefa, ciclicamente descem sobre ele momentos de contato, visões dos seres das quais ele está em contato no espaço, ou seja, existem períodos de experiências anteriores latentes no indivíduo e que vai se manifestando gradualmente, progressivamente à medida que ele torna apto a receber isso.

A lei do silêncio deve ser vista como um método de preservar as suas experiências internas. Uma experiência interna Quando é real, ela vem sempre imbuída desse silêncio cósmico, desse silêncio maior, dessa força de estabilidade, dessa força de vazio que é a característica maior, essa energia de vazio que é no fundo a plenitude. Cada experiência, cada contato, cada intuição correta, cada vivência realmente profunda, trás o nosso toque. Então, uma experiência espiritual, seja ela uma transmissão de uma mensagem, seja ela um dado objetivo acerca do comportamento do próprio indivíduo daqui para o futuro, seja ela a revelação de um determinado aspecto do processo do planeta, vai imbuído desta característica, desta verdade. Isso significa que esta formação deve ser preservada, mantida dentro da ambiência de profundo silêncio, ou seja, de que ela vai imbuída de silêncio espiritual e deve ser também revestida de silêncio material, ou seja, com a vivência espiritual não deve ser transmitida de uma forma sistemática, alienatória ou casual.

Uma experiência, um contato espiritual, deve ser totalmente preservada. Não é o indivíduo passar pela experiência, passar pela vivência e no dia seguinte ir para os jornais falar disso, ou falar disso no emprego ou à família, não é este o processo. Isto vai para a iluminação de vibração do ser, que depois deverá manifestar-se no dia a dia de uma forma prismática ao longo de todos os pequenos toques do cotidiano. Nossos irmãos no trabalho, nas situações profissionais, não estão nada interessados em saber se virgem Maria apareceu aos pés da cama do outro ou se Mestre Jesus se manifestou na sala de estar ou no jardim do outro, (o que é uma coisa altamente improvável como todos nós sabemos) nosso irmão no emprego, no dia a dia, não está interessado em saber isso ou interessado numa mera curiosidade, estamos bem longe de uma vibração espiritual. O que ele está interessado, é com o momento dinâmico de todo o planetário, é eventualmente receber em vibração, em consciência, em competência a síntese do estado Que nós fizemos naquele momento de contemplação, no momento de quietude ou no momento em que aconteceu. O nosso irmão está interessado na síntese vibratória, não as informações. Essa síntese vibratória de autêntico contato espiritual manifesta-se sempre sobre forma de tolerância, humildade, coragem, determinação, integridade, estes são os processos através dos quais a síntese em contato espiritual se revela.

O que acontece com muitos seres, é que eles têm um contato espiritual profundo, autêntico, mas imediatamente vão escrever um livro sobre isso, imediatamente vão fazer uma palestra, vão falar com todos da família sobre isso e como não havia juntamente com o contato uma indicação exata de que o indivíduo transmitisse aquilo a outro, o contato deteriora-se, a qualidade deste processo deteriora-se, a energia passa a um estado de laicidade, não acontece transmutação do que está latente ou estagnado, não acontece elevação. O Que acontece, é uma exibição dos títulos de um contato, é a essência do que não pôde ser transmitido porque precisa de autorização, e então o processo entra em deterioração.

Nós estamos dizendo isto, como uma educação de palavras, uma educação de comunicação espiritual, uma educação no sentido de oportunidade, da necessidade, uma educação na direção de perceber se é oportuno, se é necessário, se é verdadeiro transmitir ao outro, aspectos do nosso contato interno. Afetada a cronomia do ser, diminuem-se as probabilidades de um novo contato volte acontecer. Nós estamos a falar nisto, não tanto para que o indivíduo deixe de comunicar certos vislumbres que teve, mas para que ele não comunique quando não tem autorização para isso. Quando sente que aquele contato não trás o impulso para comunicar. Ser fiel a isto é ser fiel à lei do silêncio e aquilo que nós fazemos de não comunicar algo, não tem nada de egoísta, não tem nada de acumular para si estes contos relacionados com os contatos, não tem nada a ver com o egoísmo, com personalidade. Tem a ver com preservação de pessoas, com manutenção de correta vibração energética de uma situação interna, como expor a ilusões, a ceticismos, a complexos intelectuais, não expor a isso, é algo que vem da síntese cósmica, algo que vem da verdade superior. Porque, aquilo vai ser trucidado na mente do outro que não está preparado, o outro vai tentar amenizar e perde-se a vibração, mas não se perde no outro, perde-se em si próprio também.

Como nós estamos tentando entender o silêncio no seu plano profundo, o silêncio com realidade eterna, nós percebemos que o êxtero cósmico é velado por esse silêncio cósmico. Nós percebemos que a verdade universal, é velada pelo silêncio universal e quem não entra em silêncio universal, não entra em contato com a verdade universal, quem não entra em silêncio cósmico, não entra em contato com o êxtero-cosmo e para que o indivíduo vá recebendo gradualmente as funções de preservação, de proteção, de reverência, de suavidade que está implicado no silêncio cósmico, ou seja, são dadas pequenas sementes, pequenos vislumbres daquilo que é, por exemplo, o seu futuro como ser espiritual, para que ele aprenda a envolver isso em silêncio, para que ele não comunique isso indiscriminadamente e ao fazer isso, ele está a entrar em comunhão com essa verdade do Universo que é o silêncio e, assim, ele entra em harmonia com o Universo, ele estabelece uma ligação enfática com o Universo. Gradualmente a ligação é muito mais que enfática, passa a ser uma relação de energias, de união com a constância universal.

É uma vida que nós vamos compreendendo o silêncio total, o silêncio profundo, o silêncio eterno, inclusive vamos nos distendendo um pouco, vamos deixando de estar tensos em relação ao ruído externo, porque o silêncio interno começa a ser uma coisa que por si, não é efetível especialmente pelo ruído externo, que nós vamos compreendendo a necessidade de preservação da vida espiritual, ou seja, que nós vamos percebendo que um aprendizado espiritual, de uma conquista espiritual pode ser passado ao nosso irmão, mas, sobretudo e apenas quando o outro está na mesma frequência de reconhecimento do grande silêncio, ou seja, quando ele não está numa situação de feira popular espiritual, quando ele não está numa situação de f1oclore exotérico. Porque senão, a informação vai ser distorcida, a vivência vai ser alterada e mal compreendida.Com isto, o ser está a expor os aspectos do seu próprio silêncio exotérico, a sua vivência material e, portanto do ruído material, porque nós falamos com alguém sem autorização interna.

Quando nós transmitimos a impressão espiritual a alguém por mera exibição do nosso processo, nós estamos a criar ruído material, nós estamos a contribuir para a poluição sonora no planeta. Não tem nada de real estar a falar com o outro e o outro está completamente por fora deste processo, então no melhor dos casos, o outro está a espera que o indivíduo se cale, pare com o assunto. Então ao expor esta vida interna a si, aos olhos do mundo, seja à família ou qualquer outra situação, é entrar em ruído cósmico. Sobre o ponto de vista cósmico, isso é considerado ruído e se o indivíduo voluntariamente, conscientemente entra em ruído, passa as informações espirituais a si e passa as informações do seu próprio processo espiritual, passa os seus vislumbres a si indiscriminadamente. Afasta-se do silêncio cósmico, perde o contato com o sentido profundo do silêncio cósmico, perde o contato com a verdade implícita em silêncio.Cumprir a lei do silêncio é saber que cada coisa tem o momento certo para ser transmitido. Cada indivíduo que cruza a nossa vida poderá passar por um processo idêntico ao nosso ou não, em função dessa dinâmica espiritual latente em todos, que esse indivíduo poderá receber dados da vida espiritual, tanto da nossa própria vida espiritual, como dos processos planetários em curso.

Quando um irmão se funde na essência desse silêncio, e nós tentamos a ver um pouco do que isso é, quando um irmão se funde na essência do silêncio, quando ele descobre que o Universo é silencioso, quando ele descobre que a sinfonia é o silêncio, quando ele entra uma comunhão com as grandes pálpebras de estrelas que são o rosto do cosmo, nesse momento na forma de uma palavra, a necessidade de preservação do contato estabelecido.

Este silêncio que nós vemos, estes discípulos mais avançados em que eles não falam rigorosamente nada do que não sabem e muito pouco daquilo que sabem. Esta preservação acontece por profundo amor.

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